segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Professor, uma profissão esquecida no tempo?



         Hoje, data onde todos poderiam e deveriam comemorar um dia de grande significativo, pois destes profissionais, muitos outros grandes surgiram. Ao pesquisar em diversos sites de jornais e outros, não encontrei nada referente aos professores. Será que é tempo de extinção destes profissionais? Muitos preferem ser outra coisa, menos professor. E estes que os ensinam?
Salários não compatíveis com o desempenho do professor “sério”, materiais não permitem que desenvolvam uma aula excelente, “ficando meia boca”, recursos humano deficitário e isto sem falar de outras inúmeras situações que levam a muitos abandonarem a sala de aula, mesmo amando cada aluno.
            Ao passarmos por um viaduto, sabemos quem foi o profissional que o fez e até o chamamos de Dr e paramos por aí, pois esquecemos que no início de sua carreira, lá no início, houve quem o ensinou as primeiras letras e números.
            Reflitam ao caminhar, que sem um professor em nossas vidas, a pesquisa das diversas curas médicas, dos cálculos estruturais, o avanço da ciência, nada seria possível.
            Ser professor é ser um herói, onde todos os dias há um leão por vencer, mas a compensação final de cada jornada é ver um novo profissional capacitado no desempenho de sua carreira.
            Agradeço minha primeira professora, “Dorinha Areco”.
Paulo R. Magalhães

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Igreja Metodista emite Carta Pastoral sobre as eleições 2012


Reproduzo esta carta, na certeza da necessidade pela qual o povo se encontra, no que se refere a decisão que os conduzirão a um acerto ou erro de pelo menos, por 4 anos.

"Como bispa e bispos, exortamos o “povo metodista” a serem Discípulas e Discípulos nos caminhos da missão para cumprir o mandato missionário de Jesus, que neste momento é exercer nossa cidadania a favor da vida nas próximas eleições municipais. E os/as exortamos a fazê-lo sob a graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai, de Cristo, nosso Salvador e do Espírito Santo, nosso fortalecedor e instrutor! Amém!
Exercer cidadania na Roma Antiga significava o direito de cada pessoa possuía e podia exercer na política em benefício da vida e da comunidade onde sua participação ativa se manifestava através deste exercício: cidadania. Para nós a cidadania se amplia como participação ativa no cumprimento do mandato missionário de Jesus Cristo.
Nosso grande desafio no exercício da cidadania no século XXI é promover mudanças que eneficiam a vida e o ser humano dentro da sociedade em que estamos inseridos como metodistas. Exercer a cidadania é buscar a conscientização de cada indivíduo dentro da sua comunidade onde cada um deve ter bem claro os seus direitos e deveres em sociedade.A cientista política Hannah Arendt faz a seguinte afirmação:
“Perdendo sua cidadania, enquanto vínculo que o liga a um determinado Estado e que é a  nacionalidade, o indivíduo fica à margem dos processos socioeconômicos e políticos, o que o torna supérfluo na sociedade e o exclui do espaço público. Não tem vez nem voz.
A cidadania, enquanto nacionalidade vincula o indivíduo a algum tipo de comunidade jurídica e politicamente organizada. Isto possibilita que o indivíduo viva numa sociedade onde pode ser julgado por ações e opiniões de acordo com o estatuto jurídico dominante. E é esta possibilidade que lhe dá a condição de participação. A cidadania, portanto, não pode ser reduzida apenas à simples vinculação à nacionalidade ou à participação política eleitoreira dos indivíduos na sociedade” (Arendt apud Lafer, 1991:22).
Já o pesquisador José de Oliveira Baracho, ao desenvolver a Teoria Geral da Cidadania, destaca que “o conceito de cidadão e cidadania vem adquirindo particularidades, que não se esgota na compreensão de ser aquele que participa dos negócios da cidade. Os homens passaram da situação de sujeitos para a de cidadãos, sendo que na França, somente em 1830, a palavra sujeito desapareceu dos documentos oficiais. O cidadão, no dizer de Philippe Ardant, introduziu com ele a democracia, não existe cidadãos sem democracia ou democracia sem cidadãos” (fonte: “A plenitude da cidadania (Teoria Geral da Cidadania) e as Garantias Constitucionais e Processuais”).
Cremos na proximidade do Reino de Deus, em um tempo de justiça. Por sermos membros do  ministério responsável pela orientação doutrinária e pastoral da Igreja, sentimo-nos no dever de nos dirigir ao povo metodista do Brasil no momento em que o país se prepara paras as eleições municipais, no próximo mês de outubro.
Nós o fazemos em oração contrita em favor de todo o povo brasileiro. Nossa intenção é dar as orientações que julgamos necessárias neste período eleitoral, a fim de testemunhar o ardor da missão por meio do voto cidadão e responsável.De modo geral, seguimos o mesmo posicionamento assumido nas Cartas Pastorais anteriores sobre eleições. Colégio Episcopal da Igreja Metodista"
Extraído do site da Igreja Metodista