sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Igreja Metodista emite Carta Pastoral sobre as eleições 2012


Reproduzo esta carta, na certeza da necessidade pela qual o povo se encontra, no que se refere a decisão que os conduzirão a um acerto ou erro de pelo menos, por 4 anos.

"Como bispa e bispos, exortamos o “povo metodista” a serem Discípulas e Discípulos nos caminhos da missão para cumprir o mandato missionário de Jesus, que neste momento é exercer nossa cidadania a favor da vida nas próximas eleições municipais. E os/as exortamos a fazê-lo sob a graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai, de Cristo, nosso Salvador e do Espírito Santo, nosso fortalecedor e instrutor! Amém!
Exercer cidadania na Roma Antiga significava o direito de cada pessoa possuía e podia exercer na política em benefício da vida e da comunidade onde sua participação ativa se manifestava através deste exercício: cidadania. Para nós a cidadania se amplia como participação ativa no cumprimento do mandato missionário de Jesus Cristo.
Nosso grande desafio no exercício da cidadania no século XXI é promover mudanças que eneficiam a vida e o ser humano dentro da sociedade em que estamos inseridos como metodistas. Exercer a cidadania é buscar a conscientização de cada indivíduo dentro da sua comunidade onde cada um deve ter bem claro os seus direitos e deveres em sociedade.A cientista política Hannah Arendt faz a seguinte afirmação:
“Perdendo sua cidadania, enquanto vínculo que o liga a um determinado Estado e que é a  nacionalidade, o indivíduo fica à margem dos processos socioeconômicos e políticos, o que o torna supérfluo na sociedade e o exclui do espaço público. Não tem vez nem voz.
A cidadania, enquanto nacionalidade vincula o indivíduo a algum tipo de comunidade jurídica e politicamente organizada. Isto possibilita que o indivíduo viva numa sociedade onde pode ser julgado por ações e opiniões de acordo com o estatuto jurídico dominante. E é esta possibilidade que lhe dá a condição de participação. A cidadania, portanto, não pode ser reduzida apenas à simples vinculação à nacionalidade ou à participação política eleitoreira dos indivíduos na sociedade” (Arendt apud Lafer, 1991:22).
Já o pesquisador José de Oliveira Baracho, ao desenvolver a Teoria Geral da Cidadania, destaca que “o conceito de cidadão e cidadania vem adquirindo particularidades, que não se esgota na compreensão de ser aquele que participa dos negócios da cidade. Os homens passaram da situação de sujeitos para a de cidadãos, sendo que na França, somente em 1830, a palavra sujeito desapareceu dos documentos oficiais. O cidadão, no dizer de Philippe Ardant, introduziu com ele a democracia, não existe cidadãos sem democracia ou democracia sem cidadãos” (fonte: “A plenitude da cidadania (Teoria Geral da Cidadania) e as Garantias Constitucionais e Processuais”).
Cremos na proximidade do Reino de Deus, em um tempo de justiça. Por sermos membros do  ministério responsável pela orientação doutrinária e pastoral da Igreja, sentimo-nos no dever de nos dirigir ao povo metodista do Brasil no momento em que o país se prepara paras as eleições municipais, no próximo mês de outubro.
Nós o fazemos em oração contrita em favor de todo o povo brasileiro. Nossa intenção é dar as orientações que julgamos necessárias neste período eleitoral, a fim de testemunhar o ardor da missão por meio do voto cidadão e responsável.De modo geral, seguimos o mesmo posicionamento assumido nas Cartas Pastorais anteriores sobre eleições. Colégio Episcopal da Igreja Metodista"
Extraído do site da Igreja Metodista

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O QUE FAZER!



        Este título não é uma pergunta, mas sim, uma exclamação em voz alta, de algo que tem incomodado, não há poucos, mas ainda, muitos se preocupam com a falta de uso do nome Jesus Cristo nos cultos. Hoje a preocupação está em uma apresentação de tantos slides visíveis, já prontos, que não permitem um raciocínio de seus ouvintes e dificulta a manifestação de um Espírito Santo, apto e pronto para agir nas vidas.
Vivenciamos a cada dia, pessoas com uma carência profunda, de algo que ainda não fora apresentado, que é este JESUS o CRISTO. Não sou contrário aos livros de autoajuda, como: controlar sua vida financeira, prosperar na vida, saúde de “A à Z” e outros mais.
            É preciso retornar aos ensinos iniciais, sabendo que “Jesus Cristo, salva”, ênfase que na adolescência, costumávamos ouvir nas pregações e aplicávamos na prática, quando escrevíamos nos outdoors, falávamos nos cultos nas praças ao ar livre, nas pregações em cadeias públicas.
            Saia do comodismo dos templos lotados, onde a preocupação é cada vez mais, ter quantidade, esquecendo-se da qualidade de vida, que tem sido preparada a todos, desde o início dos tempos.  
            Ao lermos o evangelho de João, encontramos sete expressões de JESUS CRISTO, que conduz todos ao Reino dos Céus, estabelecido já, aqui entre nós.
JESUS CRISTO é o pão da vida, que alimenta no dia-a-dia (Jo 6:35);  a luz do mundo, que clarea nossas decisões (Jo 8:12); a porta, que dá o livre acesso (Jo 10:9); o bom pastor, que cuida de todos (Jo 10:11); a ressurreição e a vida, que dá esperança a continuidade da vida (Jo 11:25); o caminho, verdade e a vida, que norteia a todos a buscá-lo (Jo 14:6); a videira, que produz em nós bons frutos (Jo 15:1).
            Reflita quando estiver caminhando, se este nome JESUS CRISTO, produz em você ou já tem produzido alguma mudança.

Paulo Roberto Magalhães